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5 obras da coleção de ficção científica

por Blog + leitura — publicado 01/09/2017 12h31, última modificação 01/09/2017 12h31
Colaboradores: Fúlvio Galhardo (estágiário, DeRef)
“Como eu tenho dito muitas vezes, o futuro já chegou. Só não está uniformemente distribuído”. GIBSON, William (1999).

Figura 1 - Aliens!

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Fonte: Alabort, 2012

 

Introdução

O mundo já foi invadido por alienígenas, dominado por robôs e representado pelo universo cyberpunk. A ficção científica nos leva a realidades inexploradas e a refletir o futuro da tecnologia no presente. Já imaginou se acabasse-mos vivenciando um episódio de “Black Mirror”? A BCo oferece um conjunto de livros excelentes sobre ficção científica na coleção que encontra-se no piso 5, dentro do DeCORE. A coleção pertenceu ao Prof. Caio Luiz Cardoso Sampaio, que era professor de curso preparatório para vestibulares. Foi disponibilizada na BCo em 2002. Contém 3004 títulos sobre ficção científica, sendo alguns referentes a filmes que foram produzidos posteriormente à edição do título. Alguns volumes contam com avaliações deixadas pelo professor (Portal BCo, 2017).

Bora conferir algumas obras dessa coleção?

 

1 Eu Robô, de Isaac Asimov

Figura 2 - Eu, Robô

Isaac Asimov - I, Robot | por RA.AZ

Fonte: RA.AZ, 2010

'Eu, Robô' é parte de uma das três grandes séries de Asimov, 'Robôs', 'Fundação' e 'Império'. O livro é composto de 9 contos publicados entre os anos de 1940 e 1950 que discorrem sobre a evolução dos robôs através do tempo. Retoma uma das personagens principais das obras de Asimov, a grande roboticista Susan Calvin, e a faz contar, em retrospecto, histórias que resumem a evolução da robótica. A obra se inicia com o conto intitulado 'Robbie', um robô-babá incapaz de falar que é discriminado e repudiado pelas pessoas da Terra, culminando com a proibição do uso de robôs no planeta.
O livro também apresenta as três leis da robótica, outra coluna da ficção científica. De acordo com as leis, a primeira obrigação de um robô é proteger seres humanos, a segunda é obedecer às ordens de humanos e a terceira é se proteger. A aparente simplicidade esconde os numerosos conflitos que podem surgir, e servem de mote para as histórias contadas. O livro também foi adaptado para o cinema com Will Smith no papel do protagonista, apesar disso o livro não é nada parecido com o filme, servindo mais como uma referência.

Esse livro pode ser encontrado sob o código FC E23d.2 v.1403 no DeCORE.

 

2 A Guerra dos Mundos, de Herbert George Wells

Figura 3 - A Guerra dos Mundos

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Fonte: Fúlvio Galhardo

Um dos grandes clássicos da ficção científica, “A Guerra dos Mundos” começou a ser publicado em capítulos em 1897, na revista inglesa Pearson’s Magazine. Escrita por H. G. Wells, conta a história da invasão da Terra por marcianos inteligentes, que chegam no nosso planeta estrategicamente preparados para destruir a raça humana. Hoje em dia podemos achar um tanto clichê uma “invasão alienígena”, visto as diversas obras que abarcam o tema. Porém, devemos lembrar que o livro foi escrito em 1897, tornando Wells um pioneiro e visionário no assunto. Um dos aspectos que tornaram esse livro simbólico foi o fato do autor ter usado o gênero da ficção científica, com todos os elementos lúdicos que ele proporciona, para fazer uma crítica à sociedade vitoriana e imperialista da época. Uma citação no primeiro capítulo já deixa isso claro:

“Antes de julgá-los com demasiada severidade, devemos nos lembrar das destruições totais e implacáveis que nossa própria espécie empreendeu, não apenas contra os animais, como os extintos bisões e dodôs, mas contra as raças humanas inferiores… Somos por acaso tamanhos apóstolos da misericórdia para podermos nos queixar de que os marcianos tenham feito a guerra no mesmo espírito?”

“A Guerra dos Mundos” já foi adaptada algumas vezes para o cinema, TV e rádio. A mais memorável talvez seja a dramatização da obra feita em 1938 pelo cineasta Orson Welles na rede de rádio CBS. Os ouvintes acreditaram que realmente estava havendo uma invasão alienígena nos Estados Unidos, causando um enorme pânico coletivo. Em 1953, teve uma primeira versão para o cinema, com Gene Barry e Ann Robinson e produção da Paramount Pictures. Foi lançada no Brasil no dia 25 de dezembro daquele ano e foi um grande sucesso. Mais recentemente, em 2005, teve a versão do Steven Spielberg estrelando o Tom Cruise no papel principal e com a Dakota Fanning (Literatura Policial, 2016).

Esse livro pode ser encontrado sob o código FC W454gm no DeCORE.

 

3 Vinte Mil Léguas Submarinas, de Julio Verne

Figura 4 - Vinte Mil Léguas Submarinas

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Fonte: Fúlvio Galhardo

A bordo do navio Abraham-Lincoln, o professor Aronnax partiu em expedição de caça a uma estranha criatura dos mares. Depois de vários confrontos, jatos de água atingiram a embarcação e varreram o convés, derrubando vários marinheiros. O professor foi atirado ao mar junto ao seu criado-conselheiro e o arpoador Ned Land. Os três acabaram capturados pelo submarino Nautilus, do capitão Nemo, onde viveram aventuras (Livraria Cultura, 2017).
Publicado em 1870, o francês Jules Verne ajudou a estabelecer um tipo de romance que, sem abrir mão por um segundo da mais eletrizante carga de entretenimento, apresentava e discutia as principais questões que norteavam o conhecimento científico de seu tempo, visto até que ficou conhecido pelas suas “invenções” visionárias. O próprio submarino da história é uma visão pioneira dos submarinos conhecidos nos dias atuais.

O destaque do livro é, sem dúvida, a criatividade do autor. As cenas, as situações e as aventuras são permeadas de grandes surpresas. O leitor irá vibrar com acontecimentos antes nunca imaginados, e duvidar de muito do que o comandante Nemo diz aos seus novos tripulantes, assim como estes (Literature-se, 2014).

Para quem gosta de escrita descritiva a obra é um prato cheio. A viagem é carregada das maravilhosas paisagens marinhas, transformando-se num cenário minucioso totalmente diferente e atrativo.
Esse livro pode ser encontrado sob o código FC G751e.3 v.12 no DeCORE.

 

4 Neuromante, de William Gibson

Figura 5 - Neuromante

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Fonte: Fúlvio Galhardo

A história nos apresenta Case, um cowboy (hacker) ladrão de aluguel na matrix, uma espécie de internet coletiva digital na qual a humanidade se conecta em realidade virtual, até que acaba tentando roubar de seus próprios patrões e é pego. Com isso, Case é envenenado e agora é incapaz de praticar seus furtos, caindo em uma depressão envolvida em alto consumo de drogas e batalha para sobrevivência. Isso dura até Case ser abordado por Armitage, que oferece um trabalho em troca de uma cura para sua “doença”. Também somos apresentados à Molly, uma garota estranha com lâminas nas unhas que se torna a segurança de Case. Juntos, os dois se envolvem em um emaranhado de situações para completar a missão.

William Gibson, considerado por muitos o Pai do cyberpunk, escreveu “Neuromancer”, o primeiro livro da Trilogia do “Sprawl”, em julho de 1983, publicado em 1984. Se o livro “1984” marcou uma geração, essa obra de Gibson, também roteirista de “Johnny Mnemonic” e de dois episódios de “Arquivo X”, marcou ainda uma nova revolução na literatura de ficção científica. Neuromancer é o primeiro romance a ganhar a santíssima trindade dos prêmios de ficção científica: O “Hugo Award”, “Nebula Award” e o “Philip K. Dick Award” (Pipoca e Nanquim, 2011).

A narrativa do autor é extremamente descritiva, o que nos ajuda a adentrar nesse universo futurista em plenos anos 80. Em contrapartida, esse elemento descritivo muitas vezes pode fazer leitura seguir de modo lento. Além de criar seu próprio vocábulo, o autor usa muitos termos científicos, então é recomendável ler todo o glossário no fim do livro para entender os termos usados. Com certeza, não é uma leitura para todas as idades, e tampouco para todo e qualquer leitor. É uma história de visual sujo e interpelado constantemente por uso de drogas entorpecentes e crimes. A narrativa é quase uma descrição do submundo das esquinas de nosso mundo ainda hoje, e não poupa descrições pesadas (Vício em Páginas, 2016). Não há nada de romântico na obra, nem mesmo as relações, então o leitor pode esperar toda a estática e ruído que o universo cyberpunk pode oferecer.

Esse livro pode ser encontrado sob o código FC C691cn no DeCORE.

 

5 O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams

Figura 6 - O Guia do Mochileiro das Galáxias

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Fonte: Ciro Zanini

“O guia do mochileiro das galáxias” é uma série de ficção científica originalmente transmitida na rádio BBC em 1978 e mais tarde adaptada para uma "trilogia" de cinco livros publicados entre 1979 e 1992. Conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect. A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do mochileiro das galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário (Livraria Cultura, 2017). A partir daí já enxergamos uma das premissas do livro, que mais do que uma ficção científica é uma obra de humor inteligente e sagaz.

Dos livros de Sci-Fi já citados aqui você pode imaginar uma certa dose de complexidade na série. Apesar de ser considerado um dos clássicos da literatura do gênero, “O Guia do Mochileiro das Galáxias” não se destaca pela complexidade, pelo contrário, Douglas Adams escreve uma história simples, mas ao mesmo tempo genial por tamanha inventividade. Na companhia dos divertidos Arthur Dent e Ford Prefect, que mais tarde se juntam a Trillian, Zaphod Beeblebrox e o robô niilista Marvin, o autor nos leva a uma viagem pela galáxia repleta de muita aventura e humor, na qual Adams aproveita para fazer diversas críticas a sociedade, como as instituições, a política, a burocracia e a cultura.

Esse livro pode ser encontrado sob o código FC A211g.6 no DeCORE.

 

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Referências

ALABORT, Vicente. Aliens Meme. 25 abr. 2012. [S.l: s.n.]. Disponível em: <https://www.flickr.com/photos/_xx_vicente_xx_/7112818293/>. Acesso em 20 jul. 2017.

G1. Jovem que desapareceu pode ter saído do estado, diz polícia. 2017. Disponível em: <http://g1.globo.com/ac/acre/noticia/jovem-que-desapareceu-pode-ter-saido-do-estado-diz-policia.ghtml>. Acesso em 03 jul. 2017.

LITERATURA POLICIAL. Resenha “A Guerra dos Mundos”, de HG Wells. 2016. Disponível em: <https://literaturapolicial.com/2016/07/27/a-guerra-dos-mundos-de-hg-wells/>. Acesso em 10 jul. 2017.

LITERATURE-SE. Resenha: 20 mil léguas submarinas, Jules Verne. 2014. Disponível em: <http://www.literature-se.com/2014/11/resenha-20-mil-leguas-submarinas-jules.html>. Acesso em 10 jul. 2017.

LIVRARIA CULTURA. O Guia do Mochileiro das Galáxias. 2017. Disponível em: <http://www.livrariacultura.com.br/p/livros/literatura-internacional/ficcao-cientifica/o-guia-do-mochileiro-das-galaxias-2942450>. Acesso em 10 jul. 2017.

LIVRARIA CULTURA. Vinte Mil Léguas Submarinas. 2017. Disponível em: <http://www.livrariacultura.com.br/p/livros/literatura-internacional/romances/vinte-mil-leguas-submarinas-22429847>. Acesso em 10 jul. 2017.

NPR INTERVIEW. The Science in Science Fiction. Talk of The Nation, 30 nov. 1999.

PIPOCA E NANQUIM. Resenha do livro: Neuromancer. 2011. Disponível em: <http://pipocaenanquim.com.br/sem-categoria/resenha-do-livro-neuromancer/>. Acesso em 10 jul. 2017.

PORTAL BCO. Coleções Especiais da Biblioteca Comunitária (BCo). 2017. Disponível em: <http://www.bco.ufscar.br/servicos-bco/colecoes-especiais/colecoes-especiais-da-biblioteca-comunitaria-bco>. Acesso em 03 jul. 2017.

RA.AZ. Isaac Asimov - I, Robot. 9 maio 2010. [S.l: s.n.]. Disponível em: <https://www.flickr.com/photos/uflinks/4955880105/>. Acesso em 20 jul. 2017.

VÍCIO EM PÁGINAS. Resenha: Neuromancer (William Gibson). 2016. Disponível em: <http://www.vicioempaginas.com.br/2016/02/resenha-livro-neuromancer-william-gibson.html>. Acesso em 10 jul. 2017.