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Dia do Rock - parte 1

por Departamento de Referência (DeRef) — publicado 14/07/2017 12h40, última modificação 14/07/2017 12h43
Colaboradores: Fúlvio Galhardo (estagiário, DeRef)
“Hoje é dia de rock, bebê”

Figura 1: Ramones. Até quem nunca ouviu falar usa a camiseta.

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Fonte: Jame’s Noname Noname, 2015.

No dia 13 de julho é comemorado o dia do rock, um dos estilos musicais mais influentes e contestadores da história. Neste mesmo dia no ano de 1985 acontecia o Live Aid, um megaevento com shows simultâneos em Londres (Inglaterra) e na Filadélfia (EUA), com objetivo de acabar com a fome na Etiópia. A comemoração reflete um desejo expressado por Phil Collins, que também participou do evento, dizendo que gostaria que aquele dia fosse lembrado como “o dia mundial do rock”. Entre as várias pérolas do show podemos citar Queen, U2, Paul McCartney, Elton John, Bowie e The Who.

Figura 2: Freddy Mercury

 

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Fonte: Meme TN, 2012.

Em comemoração a esse dia tão “paulera”, separamos 5 livros que contêm alguma relação com o estilo ou a figuras carimbadas do rock. “Everybody, let’s rock”.

 

1 Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley

Figura 3: Admirável Mundo Novo.

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Fonte: Fúlvio Galhardo, 2017.

Um grande clássico da ficção científica. O livro foi publicado em 1932 e a história se passa em um futuro próximo ao ano 2500 ou, mais precisamente “no ano 600 da Era Fordiana”, em alusão satírica a Henry Ford (1863-1947), pioneiro norte-americano da indústria automobilística e inventor de um método de organização de trabalho para a fabricação em série e padronização de peças.

No livro, a humanidade é condicionada psicologicamente e biologicamente para conviver em um sistema de castas, em que cada indivíduo tem seu papel determinado antes mesmo de nascer. Pessimista e sombrio, o futuro visto por Aldous Huxley serve de advertência e anima, na época das manipulações genéticas e da clonagem, a vigiar de perto os progressos científicos atuais e seus potenciais efeitos destrutivos.

O livro contém diversas referências à música. Apontando alguns destaques, temos o décimo segundo álbum de estúdio do Iron Maiden, “Brave New World”, com a música homônima escrita por Bruce Dickinson. Outro álbum, este brasileiro, que leva clara referência à obra é “Admirável Chip Novo” da cantora Pitty, que exprime o condicionamento demonstrado no livro, traçando um paralelo com o tema robótico e a lógica digital.

Outro artista brasileiro que homenageou o livro foi Renato Russo, com a música “Admirável Mundo Novo” composta para o Aborto Elétrico, banda de Renato formada antes do Legião Urbana. Zé Ramalho prestou sua referência em “Admirável Gado Novo”. O livro ainda aparece em outras canções, como “Brave New World” do Motorhead, “Soma” do The Strokes, que faz referência a droga mencionada na obra e “This War” do 30 Seconds To Mars, um presságio deste mundo  condicionado.

Esse livro pode ser encontrado sob o código G 820-31 H986a.8 no Piso 2 e também no Departamento de Coleções Especiais no Piso 5, sob o código FC E23d v.1728.

 

2 As Portas da Percepção e Céu e Inferno, de Aldous Huxley

Figura 4: As Portas da Percepção e Céu e Inferno

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Fonte: Fúlvio Galhardo, 2017.

Olha o Huxley aí de novo, mostrando-se um autor de ponta em referências musicais. Escrito em 1954, o ensaio trata dos efeitos da ingestão de drogas alucinógenas, mais especificamente a mescalina, um alcalóide encontrado em um cacto mexicano chamado peiote. Trata-se da descrição de uma experiência assistida por médicos realizada por Huxley com intuito científico, e das inferências feitas a partir da análise de dados recolhidos. O título da obra provém de uma célebre citação do poeta William Blake:

 

“Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo apareceria para o homem tal como é: infinito.”

 

Figura 5: The Doors.

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Fonte: Joel Brodsky, 1965.


A obra é relacionada ao rock, juntamente com o trecho do poeta William Blake como inspiração para o nome da banda The Doors, ressaltando a grande onda lisérgica e “espiritual” dos anos 60.

Esse livro pode ser encontrado sob o código G 820-4 H986p.4 no Piso 2.

 

3 A Revolução dos Bichos, de George Orwell

Figura 6: A Revolução dos Bichos

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Fonte: Fúlvio Galhardo, 2017.

A história  se passa numa granja liderada, inicialmente, pelo Sr. Jones. Em uma rebelião organizada, o velho Major induziu a união dos animais para que retirassem do poder o seu inimigo. Os ensinamentos do Porco Major, denominados de Animismo, passam a predominar, mesmo após sua morte. Os porcos Snow Ball e Napoleon seriam eleitos, porém algumas mudanças nas regras e na fazenda passam a mostrar as verdadeiras intenções deste “governo”.
Para falar de rock, no topo da lista de ídolos que fizeram música inspirada na obra de Orwell está o Pink Floyd com o álbum “Animals”. Em 1987 o R.E.M. escreveu a canção "Disturbance at the Heron House" com o escritor britânico em mente, às vésperas do anúncio de que o conservador George H. W. Bush – pai do Bush que era presidente na época dos ataques de 11 de setembro – iria concorrer à presidência. O grupo punk The Clash usou uma imagem de uma animação inspirada no livro de Orwell como capa do single "English Civil War", lançado em 1979, e em uma menção mais discreta, o Radiohead cita a obra em um dos versos da canção "Optimistic".

Figura 7: Capa do álbum “Animals”, do Pink Floyd.

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Fonte: Devfactory, 2005.

Esse livro pode ser encontrado sob o código G 823 O79rb.6 no Piso 2.

 

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Referências

BRODSKY, Joel. English: Promotional photo of The Doors. 1965-1971. [S.l: s.n.]. Disponível em: <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Doors_electra_publicity_photo.JPG>. Acesso em: 13 jul. 2017.

DEVFACTORY. Pink Floyd Animals. 26 mar. 2005. [S.l: s.n.]. Disponível em: <https://www.flickr.com/photos/51181475@N00/47209669/>. Acesso em: 13 jul. 2017.

JAME’S NONAME NONAME. The Ramones. Disponível em: <https://www.flickr.com/photos/noneone/3928231/>. Acesso em: 13 jul. 2017.

TN, Meme. rageface_misc_freddie_mercury. 28 mar. 2012. [S.l: s.n.]. Disponível em: <https://www.flickr.com/photos/meme_tn/6878033654/>. Acesso em: 13 jul. 2017.